REJUVENESÇA: POESIA EXPANDIDA HOJE

Centro Municipal Hélio Oiticica

Artistas: Adelaide Ivánova, Carlos Augusto Lima, Catarina Lins & Prili, Dimitri Rebello, Érica Zíngano, Frederico Klumb, Guilherme Zarvos, João Reynaldo, Luca Argel, Lucas Matos, Marília Garcia, Oficina Experimental de Poesia, Reuben da Rocha, Tazio Zambi, Victor Heringer.

 

Em 1959, Ferreira Gullar concebeu seu “Poema enterrado”, a que chamou de “o primeiro poema com endereço da literatura mundial”. Nele, o leitor-visitante deveria retirar, um a um, cubos vermelho, verde e branco, um sobre o outro, até encontrar enterrada a “rejuvenesça”. Trata-se de um exemplo emblemático da relação entre literatura e artes visuais. Nesta exposição, partindo do referencial histórico de Gullar, buscamos casos em que a escrita também se assume como território em expansão, com voz, plasticidade, matéria visual e corpo. Trata-se de um conjunto de poéticas consideravelmente distintas, que ora recorrem à outras mídias para reforçar e desdobrar a narrativa, ora o fazem para negar a dimensão semântica da linguagem em favor de seu caráter ruidoso, matérico.

Imagens de Victor Heringer